• agosto 17, 2021
Surto epidêmico, epidemia, pandemia e endemia, entenda as diferenças

Surto epidêmico, epidemia, pandemia e endemia, entenda as diferenças

Surto epidêmico, epidemia, pandemia e endemia são termos usados ​​para designar doenças contagiosas que estão se espalhando pela população e infectando um número alarmante de pessoas. Dependendo da evolução e gravidade do problema, as autoridades locais, nacionais ou internacionais escolhem um dos termos para descrever a situação.

Entenda a diferença entre cada uma dessas classificações e saiba como evitá-la.

Surto Epidêmico

A propagação de uma doença é classificada como surto quando ocorre um aumento inesperado no número de infecções em uma região específica. Em outras palavras, o termo “surto” é usado para se referir a um aumento no número de casos em locais específicos, geralmente em distritos ou cidades.

Em 2017, um aumento repentino de casos de febre amarela em Minas Gerais foi reconhecido como um surto. Um relatório divulgado pelo estado em 2018 confirmou 61 mortes em 164 casos notificados no ano anterior. A prevenção de multidões durante surtos de certas doenças e o aumento da vacinação (se aplicável) são maneiras de prevenir a propagação e propagação de doenças.

Um surto é o estágio inicial da propagação de uma doença. Por exemplo, Covid-19 foi originalmente descrito como um surto. Depois de se espalhar por várias cidades da China, foi considerada uma epidemia e, quando atingiu nível mundial, foi classificada como uma pandemia.

Epidemia

O termo epidemia, por sua vez, é utilizado quando ocorrem surtos em diferentes regiões. Uma epidemia municipal ocorre quando, por exemplo, existe uma determinada doença em vários bairros. Se há vários municípios, então é uma epidemia estadual, também há epidemias nacionais, quando há casos da mesma doença em diferentes regiões do país.

A dengue é um exemplo de doença que já foi várias vezes classificada como epidemia e se espalhou por várias regiões do Brasil.

Pandemia

Um estado de pandemia é o pior cenário quando se trata de áreas contaminadas: ocorre quando uma epidemia atinge um nível global e atinge diferentes regiões do planeta. Para que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declare a existência de uma pandemia, países de todos os continentes devem ter casos confirmados, como aconteceu com Covid-19.

As pandemias agora podem ocorrer com mais facilidade, pois a movimentação mais fácil de pessoas entre os países contribui para a propagação da doença.

A gripe espanhola foi considerada a maior pandemia do século 20, com 50 milhões de mortes. O vírus da gripe espanhola era um subtipo de outro vírus da gripe A bem conhecido por nós hoje, que causa a gripe H1N1.

Surto epidêmico, epidemia, pandemia e endemia, entenda as diferenças

A AIDS causada pelo vírus HIV é outra pandemia bem conhecida hoje. Esse vírus ataca as células sanguíneas que controlam o sistema imunológico, que é responsável pelas defesas do corpo. Após a infecção, essas células perdem a capacidade de defender o corpo humano, que começa a se infectar com doenças que não afetariam uma pessoa saudável.

A principal forma de prevenir as consequências de uma pandemia é ter sistemas de vigilância que detectem rapidamente os casos, laboratórios equipados para determinar a causa da doença, ter uma equipe qualificada para conter o surto, prevenir novos casos e ter sistemas de gerenciamento de crise para coordenar a resposta. Além disso, as restrições de viagens e comércio e quarentenas são medidas tomadas pelas autoridades para conter a propagação de doenças.

Endemia

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As doenças endêmicas são doenças que costumam ocorrer em uma determinada região, mas são limitadas a ela. As doenças endêmicas são sazonais, o que significa que sua frequência varia com as estações. Além disso, podem estar relacionados a aspectos sociais, higiênicos e biológicos.

Outras doenças endêmicas do Brasil são a leishmaniose, esquitossomose, doença de Chagas, assim como a Dengue.

Para diminuir a incidência das doenças endêmicas no Brasil é preciso aumentar as áreas com saneamento básico, assim como um trabalho de conscientização da população em geral e o trabalho de controle do agente de endemias.

Consequentemente, esse conceito não está relacionado ao número de casos notificados em uma região geográfica. Por exemplo, a febre amarela é considerada endêmica na região norte do Brasil.

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